Variação do Parâmetro

Adoraria fazer isso na minha prova, mas não sou tão criativo e meu professor não acharia tão legal, eu acho.
ASCII Art
Existe algo mais deliciosamente primitivo e retardado que isso?
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Quiet, Pinky; I'm pondering. | \\ l\\l_ // | Err ... right,
_ _ | \\/ `/ `.| | Brain! Narf!
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Fonte
“Vai se fodê, vagabondo.”
Um estudo de Joseph Forgas na Australasian Science Magazine indica que mal humorados e pessimistas, entre outras coisas, pensam de maneira mais prudente. Obviedades à parte, fodam-se, nada nunca dá certo mesmo.
E o título é uma citação de Orlando Aliveres (Richard Coca) em Only the Strong (Esporte Sangrento – 1993), clássico do Mark Dacascos.
Grupo Simples Finito (de Ordem 2)
Sei que a minha cara metade não entenderá muita coisa, não é a praia dela. É meio velho também, mas gostei bastante
Numb3rs
Nunca tinha assitido. Esse post no blog kd-PhD me despertou um certo interesse, mas pelo menos o episódio que baixei (o segundo da 6ª temporada) me deixou com uma sensação meio meh, e totalmente flácido.
É uma típica série sobre tiras durões do FBI que têm que lidar com certos dilemas, tipo entregar o amigo que entrou para a corporação com ele mas que pisou na bola, enfim, é um mar de clichés quase completamente fudido e absorto de graça. O título vem da presença de um matemático de Princeton doidinho ajudando os tiras durões e calejados pela, bem, vida de tira, só que (pelo menos nesse episódio) em problemas de física. Neste episódio em especial tem uma simulação de balística no mínimo exagerada, mas que vende bem pro público alvo. Pelo que peguei no ar mostram umas anotações de superfícies algébricas e citam intervalos de confiança.
Dificilmente baixarei outro episódio. Quer dizer, é (aparentemente) matematicamente factível e sólido, mas não é feito pra mim. On a side note, não curto o título porque perpetua a imagem de que a matemática é a ciência dos números, coisa que ela não é.
Em tempo, no Wolfram.com tem um site chamado The Math behind Numb3rs sobre as macaquices matemáticas da série, por episódio.
Under the Sun
So believe what I tell you, it’s the only way to fight in the end
Just believe in yourself, you know you really shouldn’t have to pretend
Don’t let those empty people try and interfere with your mind
Just live your life and leave them all behind
————
Citação obrigatória de letra do Black Sabbath em blog de menino roqueiro, mas parece que vocês não aprenderam até hoje.
Made in China: outubro de 2003
Dave estava — e sua vida inteira passava diante de seus olhos. Não as partes profundas ou significativas — o amor de sua mãe, o nascimento de Carl, o recebimento do distintivo, uma metida inesquecível — , mas as prosaicas: o jato trêmulo de um leite longa vida; filas de caixa eletrônico; o display de doces numa videolocadora; um programa de tevê sobre os canais holandeses; mobília empenada empilhada diante da minúscula casinha operária em Erith; a “amostra” de sujeira numa parede de hospital; a correia solta em sua mobilete quando era um Menino do Conhecimento; a plaquinha inscrita com o nome JOHNCKHEERE na carroceria de um ônibus vibrando diante do semáforo; a rotatória de Hammersmith; uma telemensagem dizendo-lhe que ganhara um prêmio; uma bola amassada de papel alumínio — mas, mais do que tudo, os passageiros. Os passageiros, a infinita sucessão de passageiros — seus rostos agrupados no espelho: homens, mulheres, velhos, jovens, brancos, pardos, amarelos, negros (embora estes, forçoso era reconhecer, muito menos); olhos exaustos, hesitantes, entediados, furiosos, distorcidos de risadas, fechados num amasso cala-boca; as peles esticadas e flácidas, vincadas e marcadas; bocas fazendo bico, fechadas, entreabertas, pieguice amarga em seus dentes teimosos. Os passageiros, cutucando o nariz, esfregando os olhos e lançando-lhe espiadelas condescendentes, confiantes em sua própria pequena parcela de Conhecimento, qe ele, resmungando, era forçado a extrair: Praonde, ch’fia? Praonde, bein? Praonde…? Praonde…? Praonde…?
Olha só:
Contei para poucos, mas semana passada passei mal, fui ao médico e tive o diagnóstico de Influenza A. Estou bem, mas tenho algumas pulguinhas atrás da orelha. são raciocínios bem mundanos, nada muito sofisticado, mas quero que você os siga comigo.
Antes de contá-las, quero deixar claro que odeio falar em tom moralizante e/ou paternal, mas que ainda assim posso soar como um imbecil pretensioso. Também não gosto de teorias da conspiração, e nem de polêmica barata. Ok:
- Factory Farming: : se o vírus sofreu mutação em suínos, e atualmente mata (um bocado de) humanos, e partindo da premissa de que é totalmente confiável a conclusão de que não seria possível a transmissão inter-específica do vírus (o que é realmente mal explicado), meu ponto é simples: não sou especialista em infectologia (em coisa alguma, é bom que se diga), mas se essa cepa de H1N1 contém genes de vírus que afetam porcos na Ásia, Europa e América do Norte/Central, logo uma habitual convivência entre porcos dessas diferentes partes do mundo contribuiu para acelerar/aperfeiçoar a recombinância do vírus, e sua consequente infecção de humanos? Convivência essa que existe na Chácara do Seu Zé, mas sim na fábrica/fazenda (sic) da Smithfield (veja isso, e isso), da Sadia, Nestlé ou qualquer Indústria, abatedouro de grande porte, a expressão que você prefira;
- Deixando de lado os argumentos éticos para não consumir carne ou qualquer produto de origem animal, é insensato considerar que zoonoses perigosas , das quais eu cito de cabeça pelo menos três, bem atuais e fatais não só para os animais: Doença de Creutzfeldt-Jakob, o mal da vaca-louca manifestado num humano; SARS, a gripe aviária; e a gripe suína; são potencializadas graças à criação extensiva de animais?
ABS, AC
21 de fevereiro de 1925
De Martin Heidegger para Hannah Arendt
21 de fevereiro de 1925
Cara Hannah!
Por que será que o amor é imensamente mais rico do que qualquer outra possibilidade humana? Por que se mostra, aos que são tocados por ele, como um doce fardo? Porque nos transformamos naquilo que amamos sem deixarmos de ser nós mesmos. Gostaríamos então de agradecer à pessoa amada e não encontramos nada que seja suficiente para tanto.
Só podemos agradecer através de nós mesmos. O amor transforma o agradecimento em fidelidade para conosco e em crença incondicional no outro. Dessa forma, o amor intensifica constantemente o seu segredo mais peculiar.
A proximidade implica aqui a maior distância diante do outro. Essa distância não deixa nada desaparecer, mas nos lança ao seio da simples presença de uma revelação transparente, apesar de incompreensível. O coração nunca está em condições de dominar o despontar repentino do outro em nossa vida. Um destino humano entrega-se a um destino humano, e o serviço do amor puro é manter desperta essa entrega exatamente como no primeiro dia.
É vão tentar adivinhar o que teria acontecido se você tivesse me encontrado no seu décimo terceiro aniversário ou se isso só tivesse acontecido uma década depois. Não! Foi agora que tudo aconteceu, no momento em que sua existência começa a preparar-se, silenciosamente, para a vida de mulher. No momento em que você reúne em si mesma pressentimento, saudade, florescimento, sorriso: seu imperdível tempo de menina. Tudo isso deve funcionar como a fonte do bem, da crença, da beleza, da eterna disposição feminina para dar-se.
E que posso fazer em relação a esse instante?
Estar atento para que nada se quebre em você; para que se apure o que o seu passado contém de peso e sofrimento; para que ceda o que há de alheio e derivado.
As possibilidades da essência feminina à sua volta são tão diversas do que a “estudante” acredita e muito mais positivas do que ela imagina. A crítica vazia deve dissipar-se e a negação arrogante retroceder.
Enquanto o questionar masculino ensina veneração à simples entrega, a ocupação unilateral grassa mundo afora em meio à totalidade originária do ser feminino.
Curiosidade, bisbilhotice e vaidades estudantis não precisam ser eliminadas. Apenas a mulher, tal como é, pode dar nobreza à vida espiritual livre.
Quando o próximo semestre chegar, teremos um novo maio. O lilás voltará a crescer nos velhos muros, as flores pairarão nos jardins ocultos e você passará em seu perfumado vestido pelo velho portão. Noites de verão entrarão em seu quarto e ressoarão em sua jovem alma a serenidade silenciosa de nossa vida. Rapidamente despertarão as flores colhidas por sua adoráveis mãos e o musgo no fundo do vale, através do qual caminham os seus sonhos venturosos.
Em pouco tempo não estarei mais cumprimentando a montanha em passeios solitários; a montanha, cuja quietude rochosa um dia a encontrará; a montanha, em cujas linhas se dará o retorno do conteúdo de sua essência. Mas quero buscar a face da montanha, para do pico mais íngreme do precipício olhar sua profundidade quieta.
Seu
M.
- Hannah Arendt and Martin Heidegger. Letters, 1925–1975, Ed. Ursula Ludz, translated Andrew Shields (New York: Harcourt, 2004).
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