Só estou 56 dias atrasados, não gostou pega eu. Listinha modesta, quatro itens, sem muita crítica de música, direto ao ponto e saído do coração:
1) Empate técnico
Este porquê o Mastodon vem oscilando entre banda preferida e banda legal já há 6 ou 7 anos na minha vida, e em 2009 eles quaaaase chegaram lá, o disco é incrível.Conseguiram polir o som a tal ponto que não me surpreenderia que o próximo disco deles venda ainda mais e que alcancem os píncaros do rock ‘n roll. O melhor disco do Mastodon é o Remission, BTW. Se você discorda, está errado (a).
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Os Baroness(ess?) faz bons discos desde 2003 mas só acertaram mesmo a mão nesse último, que noves fora é até melhor que o Crack the Skye, mais texturizado e beb de fontes mais interessantes, ganha pontos também por ser sensivelmente menos pretensioso. Gosto muito das artes do John Baizley também, é claro que musicalmente não conta nada, mas parando pra pensar bem serve pra ambientar mais ainda o som da banda. No entanto acho que eles, ao contrário do Mastodon, ainda não acertaram a mão nos clipes, por isso vou deixar um ao vivo:
Que boca grande hein? Aqui um link pra baixar o Baroness em qualidade decente.
2)
Deve ter sido uma merda pro Converge se enquadrar como banda de hardcore nessa década (que eu sei que ainda não acabou, antes que você me corrija). Compromissos muito veementes e maçantes com ideologias mais coerentes do que quem as segue, violência gratuita, fofocas e preocupação excessiva com imagem e a mentalidade do grupo, repetir ad nauseam. Essa foi a fórmula pronta do hardcore dasrua nos 00′s.
Depois do Jane Doe (2001), que simplesmente redesenhou tudo o que os brutamontes acéfalos do NYHC e derivados (estilo esse que rendeu até exportação pro Brazil) entendiam sobre o assunto tivemos algumas coisas boas: Nasum, que sempre puxou a sardinha vegana bem mais pro crust/grind; os álbuns do Dillinger, que já não é aquele mesmo daquela época mas ainda é legal; uma grata surpresa em 2005 com o !T.O.O.H.! e o deliciosíssimo RAD A TREST. Os próprios álbuns do Converge que estão nesse intervalo foram decentes, mas ainda assim não chegaram aos pés de nenhum dos dois.
Ano passado eles fizeram um disco de hardcore com traços de metal. Tem o Steve von Till na melhor música desse disco, cacete. Cretinos vão categorizar o Converge como metalcore, que já é rótulo depreciativo há quase uma década, mas por favor me digam onde fica a intersecção entre o Converge e As I Lay Dying, Lamb of God, Killswitch Engage e outras bandas genuinamente de metalcore e genuinamente ruins.
As letras (se você tiver o encarte pra entendê-las) são muito boas como já manda a tradição em se falando desse doidinho straight-edge, vegano, tatuado, porradeiro e cristão chamado Jacó. Tão vendo como é fácil fugir do arquétipo, hardcorers tuffeiros?
Obrigado por existir há 20 anos e serem uma excelente banda, Converge. Amo vocês tudo. Baixe em flac/lame v -0 aqui. (aparentemente só tá funcionando o link em flac)
3)
Não é com pouco pesar no coração que coloco esse disco na terceira colocação. O Moz povoa meu gosto musical há muito já, e esperei ansiosamente por esse disco. E não me entendam mal, é muito bom, mas não tão bom quanto poderia ser. O ponto mais positivo nesse disco é que o foco se desviou um pouco do Morrissey e finalmente iluminou a banda e as excelentes composições do Boz, mais ou menos como fizeram no Southpaw Grammar. Mas ainda assim fiquei com um gostinho de quero mais.
Será que ele já atingiu o pico da criatividade e técnica vocal? Não sei. Acho que não, pra ser franco, mas se o próximo disco que ele lançar for medíocre (e o Years of Refusal é qualquer coisa menos isso), ainda continuarei sendo fã dele.
4-n) Os outros discos que saíram esse ano e eu ouvi mas meh, escuto ocasionalmente: Metallica – Death Magnetic, Isis – Wavering Radiant, Animal Collective – Merriweather Post Pavillion, Porcupine Tree – Ilosaarirock. Deve ter mais coisa mas não lembro…



