Olha só:
Contei para poucos, mas semana passada passei mal, fui ao médico e tive o diagnóstico de Influenza A. Estou bem, mas tenho algumas pulguinhas atrás da orelha. são raciocínios bem mundanos, nada muito sofisticado, mas quero que você os siga comigo.
Antes de contá-las, quero deixar claro que odeio falar em tom moralizante e/ou paternal, mas que ainda assim posso soar como um imbecil pretensioso. Também não gosto de teorias da conspiração, e nem de polêmica barata. Ok:
- Factory Farming: : se o vírus sofreu mutação em suínos, e atualmente mata (um bocado de) humanos, e partindo da premissa de que é totalmente confiável a conclusão de que não seria possível a transmissão inter-específica do vírus (o que é realmente mal explicado), meu ponto é simples: não sou especialista em infectologia (em coisa alguma, é bom que se diga), mas se essa cepa de H1N1 contém genes de vírus que afetam porcos na Ásia, Europa e América do Norte/Central, logo uma habitual convivência entre porcos dessas diferentes partes do mundo contribuiu para acelerar/aperfeiçoar a recombinância do vírus, e sua consequente infecção de humanos? Convivência essa que existe na Chácara do Seu Zé, mas sim na fábrica/fazenda (sic) da Smithfield (veja isso, e isso), da Sadia, Nestlé ou qualquer Indústria, abatedouro de grande porte, a expressão que você prefira;
- Deixando de lado os argumentos éticos para não consumir carne ou qualquer produto de origem animal, é insensato considerar que zoonoses perigosas , das quais eu cito de cabeça pelo menos três, bem atuais e fatais não só para os animais: Doença de Creutzfeldt-Jakob, o mal da vaca-louca manifestado num humano; SARS, a gripe aviária; e a gripe suína; são potencializadas graças à criação extensiva de animais?
ABS, AC
21 de fevereiro de 1925
De Martin Heidegger para Hannah Arendt
21 de fevereiro de 1925
Cara Hannah!
Por que será que o amor é imensamente mais rico do que qualquer outra possibilidade humana? Por que se mostra, aos que são tocados por ele, como um doce fardo? Porque nos transformamos naquilo que amamos sem deixarmos de ser nós mesmos. Gostaríamos então de agradecer à pessoa amada e não encontramos nada que seja suficiente para tanto.
Só podemos agradecer através de nós mesmos. O amor transforma o agradecimento em fidelidade para conosco e em crença incondicional no outro. Dessa forma, o amor intensifica constantemente o seu segredo mais peculiar.
A proximidade implica aqui a maior distância diante do outro. Essa distância não deixa nada desaparecer, mas nos lança ao seio da simples presença de uma revelação transparente, apesar de incompreensível. O coração nunca está em condições de dominar o despontar repentino do outro em nossa vida. Um destino humano entrega-se a um destino humano, e o serviço do amor puro é manter desperta essa entrega exatamente como no primeiro dia.
É vão tentar adivinhar o que teria acontecido se você tivesse me encontrado no seu décimo terceiro aniversário ou se isso só tivesse acontecido uma década depois. Não! Foi agora que tudo aconteceu, no momento em que sua existência começa a preparar-se, silenciosamente, para a vida de mulher. No momento em que você reúne em si mesma pressentimento, saudade, florescimento, sorriso: seu imperdível tempo de menina. Tudo isso deve funcionar como a fonte do bem, da crença, da beleza, da eterna disposição feminina para dar-se.
E que posso fazer em relação a esse instante?
Estar atento para que nada se quebre em você; para que se apure o que o seu passado contém de peso e sofrimento; para que ceda o que há de alheio e derivado.
As possibilidades da essência feminina à sua volta são tão diversas do que a “estudante” acredita e muito mais positivas do que ela imagina. A crítica vazia deve dissipar-se e a negação arrogante retroceder.
Enquanto o questionar masculino ensina veneração à simples entrega, a ocupação unilateral grassa mundo afora em meio à totalidade originária do ser feminino.
Curiosidade, bisbilhotice e vaidades estudantis não precisam ser eliminadas. Apenas a mulher, tal como é, pode dar nobreza à vida espiritual livre.
Quando o próximo semestre chegar, teremos um novo maio. O lilás voltará a crescer nos velhos muros, as flores pairarão nos jardins ocultos e você passará em seu perfumado vestido pelo velho portão. Noites de verão entrarão em seu quarto e ressoarão em sua jovem alma a serenidade silenciosa de nossa vida. Rapidamente despertarão as flores colhidas por sua adoráveis mãos e o musgo no fundo do vale, através do qual caminham os seus sonhos venturosos.
Em pouco tempo não estarei mais cumprimentando a montanha em passeios solitários; a montanha, cuja quietude rochosa um dia a encontrará; a montanha, em cujas linhas se dará o retorno do conteúdo de sua essência. Mas quero buscar a face da montanha, para do pico mais íngreme do precipício olhar sua profundidade quieta.
Seu
M.
- Hannah Arendt and Martin Heidegger. Letters, 1925–1975, Ed. Ursula Ludz, translated Andrew Shields (New York: Harcourt, 2004).
Falling to Pieces
Mais um aniversário, mais um passo na progressão aritmética da vida do rapaz latino-americano.
Espero pelo menos mais 23 anos de grandes emoções na roda-viva. DA VIDA. Sim, virei poeta, caralho
Back and forth, I sway with the wind
Resolution slips away again
Right through my fingers, back into my heart
Where it’s out of reach and it’s in the dark
First of the Gang to Die
Post em homenagem a um grande amigo dos velhos tempos que se foi recentemente, vítima de si próprio.
Pra dar um tempo no blaseísmo da minha vida.
…where Hector was the first of the gang
with a gun in his hand
and the first to do time
the first of the gang to die. Such a silly boy.
Hector was the first of the gang
with a gun in his hand
and a bullet in his gullet
and the first lost lad to go under the sod.
Half a goon and half a god, a man is not made of steel
Mais um mês e meio para, muito provavelmente, morrer de tédio. Mas nunca se sabe, não é?
Twist away
Now twist and shout
The earth it moves too slow
But the earth is all we know
We pay to play the human way
Twist away the gates of steel
Listen Close
Ainda na vibe do último post, adicionando um cliché arrombado: a certa idade a vida passa a ser em preto em branco. Você parou de ler história em quadrinho, nunca será um super-herói ou uma personagem de ficção científica diante de dilemas éticos ante a sua descoberta/invenção revolucionária, apenas alguém trabalhando 9 to 5.
I know what you’re thinking, you could sink into this state.
I suggest you plug—yes—your ears and concentrate.
Fate of the man who paid too much attention was the depths he plumbed.
Some dumb fate it was too, the way he succumbed.
Might have, um, imagined a world without despair,
and for that matter, I could keep my hair. But beware:
some thoughts are fantasies and others cold hard facts.
Once you’ve given your attention, you can’t take it back.
We Hate it When our Friends Become Successful
An anonymous reader writes “Wired has the inside story of Max Butler, a former white hat hacker who joined the underground following a jail stint for hacking the Pentagon. His most ambitious hack was a hostile takeover of the major underground carding boards where stolen credit card and identity data are bought and sold. The attack made his own site, CardersMarket, the largest crime forum in the world, with 6,000 users. But it also made the feds determined to catch him, since one of the sites he hacked, DarkMarket.ws, was secretly a sting operation run by the FBI.”
O artigo da Wired é escrito em linguagem totalmente não-técnica mas é legal (acontece algumas vezes com o resto da revista, mas esse blog Threat Level é excelente, grade A, só não suficientemente entusiasta) mas o título do tópico vem de conversas constantes com um GRAN AMIGO que afirma (ou afirmava, até então) não estar hoje onde imaginava que estaria a alguns anos atrás (capisco?). Ainda não sinto isso, apesar de obviamente querer não trabalhar no hospital e não ter que pagar aluguel, porém será que, pro futuro isso também me espera?
I’ll Never Be Anybody’s Hero Now
Oscilando entre momentos de tédio e trabalho duro, dor e prazer, agua y sabor, tristeza e tesão, enfim, todas as antíteses do mundo neste JANEIRO de férias. Pelo menos decidi ainda fazer uma dieta calórica neste mês para perder, se possível, ainda mais peso e conquistar bofes nas pistas de dança em Ibiza. Tudo isso regado a filmes ruins do cinemageddon e tracker 3, música boa no what.cd e diversos no Googol Reader.
O CERUMANO PRECISA DE MENAS AMOR E ANCHOR TAGS. E MAIS MORRISSEY, O POETA DA JUVENTUDE


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